quinta-feira, 31 de março de 2011

Ode à Libertação




No jardim das ervas que eu te dei
Uma linda moça de vestes brancas colhia alfazema
É sua mãe, meu bem
Que ora descansa das tristes lides terrenas

Outro diria: "É um anjo!"
Tal beleza espiritual tão plena
Mas jamais sequer sonharia
Com os anos de tortura e sofrimento
Que aquela flor passaria

Hoje o tempo findo
Nova Aurora se avizinha
Manhãs mais promissoras
E pôres de Sol não mais tristes

Sem a angústia a avizinhar-se
Amplos planos hão de vir
Tal tesouros que se abrem
Resguardados para o seu fim

A labuta será grande
Numerosa a freguesia
Mas a alegria da colheita
Enche os olhos e a alma grita

"Glória A Deus, Nosso Senhor
Que Pousaste os olhos em mim
Sou Tua filha, Liberta e Plena
A trabalhar pelo Teu Reino no porvir"

Vó Maria (07/07/10)